APRESENTAÇÃO

O grupo se propõe a desenvolver projetos de pesquisa voltados para a relação entre imagem e história social da cultura, tendo como principais enfoques os estudos sobre arte, ethos artístico e relações entre política e culturas visuais em diferentes suportes. Também procura reunir pesquisadores, sobretudo historiadores, mas também cientistas sociais, antropólogos, arquitetos, geógrafos e outros pesquisadores ligados à problemática dos estudos sobre as metrópoles e a memória dos sujeitos históricos que nela vivem. As principais repercussões esperadas, além da realização de encontros periódicos entre os participantes, é a participação em diferentes eventos (congressos, simpósios nacionais e internacionais) para divulgação dos resultados das pesquisas do grupo, bem como a produção coletiva ou individual de artigos e livros sobre diferentes temáticas voltadas para o campo em questão, além da orientação de trabalhos de graduação, mestrado e doutorado por parte dos professores pesquisadores que participam do grupo e atuam em programas de pós-graduação. Isso também repercutirá na formação de um quadro de especialistas e contribuirá para a consolidação dos estudos históricos sobre a imagem, a memória, a arte e a metrópole.

APOIO:

PROJETOS

Memória trabalho, paisagens urbanas.
Representações da cidade e de seus trabalhadores na cultura visual brasileira da primeira metade do século XX.
O projeto tem como objetivo estudar como diferentes categorias de trabalhadores eram captadas pelo olhar de pintores, gravuristas, desenhistas, fotógrafos, e demais produtores das manifestações visuais no Brasil na primeira metade do século XX. As experiências e culturas distintas destes artistas acabaram por construir uma visão não homogênea deste grupo, na época ainda em formação no Brasil. Construíram uma visão múltipla e complexa repleta de significados e desdobramentos político-sociais que interessa ao historiador social preocupado com as representações sociais presentes nestas obras. Esta, somente uma problemática inicial de pesquisa que procura os múltiplos aportes visuais na busca de uma melhor compreensão sobre o mundo do trabalho no Brasil e nas novas propostas de cidade, civilizadas e ordenadas , condizentes com o ideário advindo da proclamação da República em nosso país e, no caso específico dos frementes anos 20 e do movimento modernista, como esse mundo do trabalho foi representado pelas elites intelectuais e artísticas, bem como pelos artistas populares que também foram redescobertos pelo próprio Modernismo. (2009-2012).
Cidades submersas. (Andréa Casa Nova e Lise Sedrez).
O projeto tem por objetivo estudar o desenvolvimento da relação entre cidade (Estado e sociedade civil) e natureza no Rio de Janeiro e em Buenos Aires entre a primeira década do século XX e a década de 1960, através da sua memória oficial e memória popular.
Para isso, revisitaremos as transformações estruturais realizadas nesses dois pólos latino-americanos, identificando nas reformas urbanas mais marcantes as interferências no ambiente natural. Dentre tais interferências focalizaremos as enchentes, processos naturais dos rios, que, devido às alterações urbanas e ao rápido crescimento populacional, tornam-se desastres cada ano mais catastróficos. (2011-atual).
Dicionário o movimento operário em minas gerais. (Andréa Casa Nova)
Trata-se de um projeto regional de pesquisa sobre as principais instituições e biografias operárias na Primeira República em Minas Gerais. O projeto está integrado ao Dicionário do Movimento Operário de âmbito nacional que está sendo feito por outras instituições e pesquisadores de outras regiões do país, sob a coordenação geral do Professor Cláudio Batalha (Unicamp). (2008-atual).
O Mundo do trabalho nas páginas das revistas ilustradas da primeira república
Podemos pensar a imprensa ilustrada da Primeira República como um locus privilegiado para o estudo da sociedade brasileira, como um espaço social que agencia as versões de acontecimentos e processos históricos. Nas páginas d’O Malho, da Fon-Fon, da Para Todos, da Careta e tantas outras revistas, podemos encontrar imagens que muito nos dizem sobre as práticas culturais dos homens e mulheres que vivenciaram as primeiras décadas do século XX. Dentre a variedade de temas presentes nas revistas, escolhemos como objeto de pesquisa as representações de trabalhadores no espaço urbano. Como a imprensa ilustrada representou as classes populares, os trabalhadores em sua relação com a cidade e o novo projeto político republicano?
De acordo com a perspectiva acima elencada, pretende-se estudar como diferentes categorias de trabalhadores foram captadas pelo olhar de artistas (sobretudo desenhistas, chargistas e fotógrafos que trabalharam nos principais periódicos da época), cujas experiências e culturas distintas acabaram por construir não uma visão homogênea desta classe, na época ainda em formação no Brasil, mas uma visão múltipla e complexa repleta de significados e desdobramentos político-sociais.
Esta, somente uma problemática inicial de pesquisa que procura os múltiplos aportes visuais na busca de uma melhor compreensão sobre a relação entre a política e o mundo do trabalho no Brasil. Como as leituras que a imprensa fez das novas propostas de cidade, “civilizadas” e “ordenadas”, condizentes com o ideário da República em nosso país e, no caso específico dos “frementes” anos 20 e do movimento modernista, como a política e o mundo do trabalho foi representado pelas elites intelectuais e artísticas que, através da imprensa, neste caso, tornaram-se importantes formadores da opinião pública neste período.
Modernização e a cultura do automóvel nos anos 50 e 60. (Silvana Seabra Hooper)
O Projeto trata dos aspectos materiais da modernização dos anos 50/60, no Brasil, destacando como objeto principal o automóvel . O projeto se insere como estudo de História material (Braudel), e busca compreender quais e como os elementos culturais associados ao automóvel se estabeleceram como uma verdadeira cultura no Brasil. Se os estudos, em outros países modernos têm demostrado a relação que o automóvel não pode ser compreendido longe dos aspectos econômicos-sociais e culturais, no caso brasileiro relacionamos a cultura do automóvel com o momento histórico de modernização acelerada (tardia ou periférica)dos anos 50, a partir da abertura da
economia interna ao mercado externo. O projeto centra-se no estudo semiótico (mas não exclusivo) das propagandas contidas nas revistas e jornais de circulação nacional como Cruzeiro, Manchete, 4Rodas (anos 60), Seleções (Reader s digest) e Ecos Marianos, além dos Jornais O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil e vista aos arquivos de associações como Automóvel Club de São Paulo. A intenção do Projeto é produzir conhecimento sobre a relação de significado que se processa entre cultura brasileira e o automóvel, abrindo caminhos para uso de políticas públicas de mobilidade.
Imagens da Amazônia: A ideia de civilização nos cartões postais, fotografias...
Propomos a análise do processo civilizador idealizado por meio dos cartões postais, fotografias e álbuns oficiais nos governos do Amazonas e Pará entre 1865 e 1908.
Enfatizamos na pesquisa a preocupação com a condição dos indígenas e negros na Amazônia brasileira.
As disputas político-ideológicas no cinema brasileiro nas décadas e 1950 – 1960: Deus e o Diabo na Terra o Sol e os questionamentos sociais o cinema novo (Carlos Cesare).
O objeto de análise deste projeto de pesquisa é a produção cinematográfica brasileira entre as décadas de 1950 e 1960, com ênfase no surgimento do Cinema Novo e a sintetização de seus conceitos que é testemunhada no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, compreendendo que tanto o movimento quanto o filme são resultantes de um processo de discussão sobre os rumos da produção cinematográfica nacional e que é de suma importância identificar quais foram os grupos que estiveram envolvidos nesta disputa político-ideológica.

PRODUÇÃO

Imagens de uma cidade submersa – o Rio de Janeiro e suas enchentes na memória de escritores e fotógrafos.
NOSTALGIC LANDSCAPES OF A METROPOLIS: SOCIOSPATIAL CHANGES AS A PORTRAIT OF (NEO) LIBERALISM POLICY.
Cultura e cotidiano nas minas de ouro: trabalhadores em tempos de experiências autoritárias e suas resistências plurais.
FRAGMENTOS DA CULTURA ENTRE O SERRO E DIAMANTINA ATRAVÉS DE PRODUÇÕES AUDIO-VISUAIS–IMAGEM, NARRATIVA E MEMÓRIA NA …
Memórias operárias do Estado Novo–A cultura política de mineiros e ferroviários de Minas Gerais e sua luta por direitos.
Outro inferno de Dante numa mina de ouro na época de Vargas: Nova Lima, Minas Gerais.
Breves reflexões sobre paisagem urbana, subjetividades, memórias e sensibilidades.
Imagens de uma cidade submersa – o Rio de Janeiro e suas enchentes na memória de escritores e fotógrafos.

ACERVO

1964: 50 anos do Golpe - Andrea Casa Nova Maia
Dicionário do movimento operário em Minas Gerais.
Cafezinho | Enchentes na História do Rio de Janeiro | Andrea Maia
Reportagem sobre debate do filme
(Trailer) ALGUMAS CONVERSAS: História Oral

NOTÍCIAS

Em breve atualizaremos nossas notícias.

ATIVIDADES

Laboratório Mundo do trabalho e imprensa ilustrada:

Reuniões às quartas, de 15 às 17h.

CONTATO

Endereço:

Largo de São Francisco, 2 sala 206

Centro, Rio de Janeiro, RJ

Telefone: (21) 2221–0034
email: andreacn.bh@gmail.com

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